Opinião

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Giudice Sportivo acerta ao não suspender Cutrone

A vitória sobre a Lazio representou mais um grande passo na longa e trabalhosa recuperação do Diavolo nessa temporada após um começo desastroso, quase catastrófico. Os gols de Cutrone e Bonaventura, em resposta a Marusic, nos presentearam com a primeira vitória sobre uma squadra grande nesse campeonato, a terceira vitória em sequência sob o comando de Gennaro Gattuso e reafirmaram as recuperações de Calabria e Hakan Çalhanoglu, destaques positivos do jogo.

Entretanto, o assunto principal não foi apenas o resultado ou a boa atuação do time, mas sim o gol de braço marcado por Cutrone, o primeiro da partida, e como nem o árbitro Irrati nem o VAR Rocchi detectaram que o jovem atacante não havia tocado com a cabeça na bola, e sim com o braço ou cotovelo. A Procuradoria do Giudice Sportivo requisitou prova de vídeo a fim de analisar o lance, não para invalidá-lo, mas para apurar se houve ou não a atitude antidesportiva de Patrick, ou seja, se ele teria conscientemente buscado acertar a bola com o braço para conseguir vencer o arqueiro laziale Strakosha.

O resultado da análise foi divulgado hoje e Cutrone não foi penalizado pois, de acordo com os responsáveis pela análise do fato, tudo aconteceu de forma muito rápida e não seria possível a premeditação por parte do jogador, que reagiu com base em reflexo e instinto.

A nosso ver, a decisão tomada foi a correta. Seria um exagero tremendo suspender Cutrone pelo acontecido já que claramente a bola mais acertou o jogador do que ele de fato e de forma consciente buscou o contato ilegal com o braço. A honestidade de Patrick não deveria em momento algum ter sido colocada a prova. Quem deveria ter suas intenções analisadas seria a equipe de arbitragem que, com toda sua empáfia e arrogância acreditou que a análise do lance via VAR não seria necessária.

Não é a primeira vez que isso acontece e pelo que aconteceu nas outras partidas da rodada, com erros crassos dos árbitros que não sofreram reanálise do VAR por opção, os murmurinhos de que essa ferramenta deveria abolida aumenta. A quem isso interessa é obscuro, pouca coisa fica preto no branco neste momento.